segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mapa das bacias hidrográficas contempladas nos Estudos

O mapa abaixo apresenta os limites das bacias hidrográficas que fazem parte dos Estudos Regionais da Baixada Fluminense. São três bacias, a saber:
  • Pavuna/São João de Meriti;
  • Iguaçu;
  • Estrela/Inhomirim/Saracuruna.
Como se pode observar, alguns municípios estão em mais de uma bacia, como Nilópolis (Pavuna/São João de Meriti e Iguaçu), São João de Meriti (Pavuna/São João de Meriti e Iguaçu) e Duque de Caxias (Pavuna/São João de Meriti, Iguaçu e Estrela/Inhomirim/Saracuruna). Mesquita e Belford Roxo, por sua vez, estão completamente dentro da bacia Iguaçu.

Clique no mapa para ampliar.
Os limites de uma bacia hidrográfica nem sempre coincidem com os limites dos municípios, pois depende do curso dos rios e do relevo.
A bacia hidrográfica de um rio é sua área de captação natural da água da chuva, limitada pelos desníveis dos terrenos no seu entorno. Pertence sempre a um rio principal, que pode ter afluentes e subafluentes. É também chamada de bacia hidrológica, bacia de contribuição, bacia de drenagem, bacia tributária ou bacia vertente.
Ela é separada das bacias vizinhas pelos pontos mais altos do relevo, que formam a linha de cumeada ou divisor de águas. A água escoa desde esta linha até o fundo de vale, a parte mais baixa da bacia, onde normalmente se encontra o rio principal.

Ciclo da água e limite de bacia hidrográfica, formado pela linha de cumeada.
Fonte: Wikimedia Commons.
Para entender melhor o funcionamento de uma bacia hidrográfica, é preciso conhecer o ciclo da água ou ciclo hidrológico. É um fenômeno contínuo, pois a água em nosso planeta está sempre circulando pela atmosfera, pelo solo, pelos corpos hídricos, pelas plantas e animais.
Como esse movimento é constante, não tem exatamente início, meio ou fim, mas se pode começar a explicar seu funcionamento pelo aquecimento das águas pelo Sol, que as faz evaporar: vão para a atmosfera parte da água contida nos oceanos e corpos de água doce, nas plantas e animais, nas camadas mais superficiais do solo. Com ajuda das correntes de ar, ela chega na atmosfera, se acumulando como nuvens. Essas correntes de ar movimentam as nuvens pelo globo e caem do céu, precipitam como chuva ou neve. A maior parte dessa precipitação cai novamente sobre a terra, oceano e os corpos de água.
Uma parte da água que cai na superfície terrestre infiltra no solo e preenche os aquíferos ou lençóis d'água; outra fica retida nas plantas, que protegem o solo da erosão e diminuem a força das águas que descem as encostas; uma outra parte enche os rios e lagoas.
A maior parte dessa água volta ao oceano e, novamente, sob a ação do Sol, voltam a evaporar e o ciclo recomeça.
Assim, a bacia hidrográfica é uma área de captação desse ciclo da água, quando ela se precipita sobre a superfície terrestre; é um pequeno sistema com características próprias: algumas delas seriam a quantidade de chuva que cai sobre ela, a quantidade de vegetação, a forma com que a água escoa por sua superfície ou penetra em seu solo.
Representação gráfica de uma bacia hidrográfica vista de cima.
Em vermelho está a linha de cumeada e em azul, os corpos d'água.
Fonte: Wikimedia Commons.
A água que circula em uma bacia afeta a todos os seres que transitam ou vivem nela, assim como aqueles que ficam nos locais onde ela deságua. É importante manter sua qualidade, através do controle da poluição, do desmatamento, da ocupação de encostas e margens de rios e canais de toda a área.
A finalidade das ações de saneamento básico (abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta e destino final de resíduos sólidos e drenagem urbana e rural) é o controle da poluição da água e do solo, assim como a prevenção de desastres nas bacias hidrográficas.

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